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quinta-feira, 3 de junho de 2010

É moda ser lésbica?


Por Lisa

Mídia, campanhas publicitárias, clipes musicais, estamos na moda?
Antes de tudo, desculpem pelas semanas longe da coluna, vida pessoal nem sempre permite assiduidade aqui. Enfim, mudando de tópico!

No Twitter me deparei com o seguinte (sic) : “Rihanna vive romance lesbico em novo clipe. Veja versão completa de ‘Te Amo’ http://bit.ly/cxSP5s (@PortalMTV).

Como boa curiosa que sou, cliquei no link e confesso que gostei, sempre me perguntei sobre o contexto desta letra Isso me fez pensar no aumento considerável de “romances lésbicos” na mídia. Estaríamos na moda? Ser lésbica é como usar o vestido da moda? Bom, se assim for, em breve teremos vários corações despedaçados por conta de, quem sabe, uma moda passageira.

Forço-me a pensar que não seja moda, mas o avanço da sociedade, uma era de aquário, um novo conceito que irá mudar os padrões deste mundinho uó que vivemos. Porém, abro a internet e lá vejo as piadinhas de sempre sobre a Maria Gadú, sobre a Ana Carolina e outras mulheres, como Lady Gaga, bem, no caso dela não foi exatamente uma piada e sim um boato mal inventado sobre hermafroditismo.

No portal seguinte duas mulheres lindas juntas fazem sucesso e vira motivo de orgulho e, não de piada. Seria porque a Maria Gadú tem um estilo diferente? Porque a Ana Carolina canta MPB e seu gosto por mulheres sem qualquer pudor? Ou porque apesar do clipe bem feito da Rihanna, isso foi só um fetiche musical e na realidade todo mundo sabe que ela gosta mesmo é de homem, então assim está totalmente perdoada e santificada por “fazer uma ponta” lésbica.

Foram algumas tentativas de nos colocar em pauta na televisão brasileira. Não posso deixar de lembrar o ano de 1998 quando o autor Silvio de Abreu teve de “matar” as personagens de Silvia Pfeifer e Christiane Torloni por conta da baixa audiência gerada pelo preconceito. Afinal, elas eram lindas, bem sucedidas, estáveis e apaixonadas. Uma afronta! Outras produções trouxeram o tema para dentro de casa, lembro que em “Mulheres apaixonadas” meu pai simplesmente saia da sala resmungando, enquanto eu me encolhia no sofá (onde existia um armário invisível), mas a novela foi melhor aceita na época.

Não irei repaginar as tentativas uma a uma, afinal, não é essa uma coluna pra lista top. Não custa salientar, todas as produções brasileiras - ao menos as que vi, em canal aberto – não contiveram beijo homossexual (incluindo as com temática gay), difícil é entender porque quando se trata de casal heterossexual acontece de quase tudo.

Já que estou diante de tantas dúvidas, passo a bola pra vocês, estamos na moda ou a sociedade realmente evoluiu? Não esqueçam que moda passa e demora décadas para voltar.
P.S.: Como falei sobre o Twitter, o meu é @lisadopl

Fonte: www.paradalesbica.com.br


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Juliana Ribeiro e Didá no pelourinho na Bahia.


Banda Didá e Juliana Ribeiro no PelourinhoLargo Tereza Batista, Pelourinho, Centro Histórico.
Preço: R$ 5

Data: 28/05/2010, sex, 21h

A cantora Juliana Ribeiro divide o palco com a Banda Didá no dia 28 de maio, sexta-feira. Essa é uma ação do projeto Vem pra Didá, Vem pro Pelô, que acontece toda semana no Largo Tereza Batista, no Centro Histórico. Juliana Ribeiro vem se destacando na cena musical soteropolitana em virtude do resgate histórico de ritmos como o lundu, batuque, maxixes, sembas angolanos e samba-de-umbigada.
Fonte:
http://guiadoocio.com/musica/banda-dida-e-juliana-ribeiro-no-pelourinho

terça-feira, 25 de maio de 2010

Omni e outros na câmara técnica do comitê estadual para defesa de LGBTs

EDITAL DE HABILITAÇÃO DAS ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL PARA O PROCESSO ELEITORAL DO COMITÊ ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS – COMITÊ LGBT.

A Comissão Especial, instituída pela Portaria nº 256, de 20 de abril de 2010, para receber, examinar, analisar a habilitação, julgar os documentos e procedimentos relativos à seleção de Entidades, Grupos ou Fóruns representantes da sociedade civil para integrar o Comitê Estadual de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – Comitê LGBT no biênio 2010-2012,
RESOLVE:
Art. 1º – São consideradas habilitadas para participar da eleição do Comitê LGBT, no biênio 2010- 2012, as entidades, grupos ou fóruns da sociedade civil indicadas na tabela anexa.
Art. 2º – As entidades, grupos ou fóruns habilitadas ou inabilitadas poderão ter vistas dos processos de julgamento da comissão eleitoral na sede da Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, para os devidos fins, facultada a extração de cópia xerográfica, às próprias expensas.
Art. 3º – Os recursos podem ser apresentados entre os dias 26 e 28 de maio de 2010.

Salvador, 21 de maio de 2010.

Maria Aparecida Lemos Tripodi
Presidente da Comissão

Fabiana da Cruz Mattos
Membro

Jorge Luiz Lessa Lima
Membro


ANEXO

HABILITAÇÃO

N°
Nome
Categoria
Decisão

01
Coletivo Kiu!
01 – Defesa dos Direitos LGBT na Capital
Deferido

02
Grupo OMNI Para Tod@s e Todos
02 - Defesa dos Direitos LGBT no Interior
Deferido

03
GLICH Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual
02 - Defesa dos Direitos LGBT no Interior
Deferido

04
Grupo Humanus
02 - Defesa dos Direitos LGBT no Interior
Deferido

05
Atras – Associação das Travestis de Salvador
04 – Defesa dos Direitos de Travestis e Transexuais
Deferido

06
Beco das Cores Educação Cultura e Cidadania LGBT
01 – Defesa dos Direitos LGBT na Capital
Deferido

07
Grupo Gay da Bahia - GGB
01 – Defesa dos Direitos LGBT na Capital
Deferido

08
Grupo Quimbanda Dudu
01 – Defesa dos Direitos LGBT na Capital
Deferido

09
RNAF LGBT’s
01 – Defesa dos Direitos LGBT na Capital
Deferido

10
LesBiBahia
03 – Defesa dos Direitos de Lésbicas e Bissexuais
Deferido

11
Adamor – Associação em Defesa do Amor
02 - Defesa dos Direitos LGBT no Interior
Deferido

12
OCH – Organização de Combate à Homofobia
02 - Defesa dos Direitos LGBT no Interior
Indeferido

13
NUGSEX – Núcleo de Estudos em Gênero e Sexualidade Diadorim
Indeferido

14
Grupo Gay de Lauro de Freitas
Indeferido




segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bancários de SP promovem ato no dia contra homofobia


Cruzeiro On Line

Os bancários de São Paulo promovem hoje um ato para marcar o Dia Mundial contra a Homofobia. A concentração ocorrerá na Praça do Patriarca a partir do meio-dia, segundo o sindicato dos Bancários da capital paulista, Osasco e Região. A atividade vai intensificar também a luta para que o Congresso aprove o projeto que torna crime a homofobia e propagar a realização da primeira marcha LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) que será realizada na Esplanada do Ministérios, em Brasília, na quarta-feira.


Os participantes do ato usarão uma camiseta com os dizeres "Cuide bem do seu amor, seja quem for" e "A intolerância é uma doença!". A população vai receber uma cartilha LGBT elaborada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Com o título "Conhecer, Entender e Respeitar Sim...Discriminar Não", o material tem caráter didático e apresenta textos sobre orientação sexual, preconceito, além de retratar a luta do movimento dentro do ambiente sindical. (AE)


Fonte: www.cruzeiroonline.com.br


domingo, 16 de maio de 2010

Partido da Mulher Brasileira na Bahia por Rose Rozendo.

Sex, 14 de Maio de 2010 14:31

Por João Eça

O Partido da Mulher Brasileira (PMB) está a poucos passos de ingressar de maneira absoluta na vida política brasileira. Fundado em 2005, o partido se encontra na fase final de captação de assinaturas de apoiamento, em todos os Estados brasileiros. Esta assinatura é o mecanismo pelo qual a sociedade brasileira diz sim a criação de uma legenda política. Somente após esta validação é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizará o PMB a concorrer nas eleições. Na Bahia, a luta pela consolidação do Partido da Mulher Brasileira é comandada por Rose Rozendo, presidente da comissão provisória da sigla. Nesta entrevista ao Teia de Notícias, Rose fala sobre o partido e pede o apoio da população brasileira. Natural do município de Taperoá e formada em contablidade, ela começou a sua luta no Coletivo de Mulheres do Calafate, há 17 anos, e desde então vem lutando pelos direitos do público feminino. Em 2008, Rose chefiou o gabinete da Superintendência de Políticas para Mulheres da prefeitura de Salvador.


Teia de Notícias: O que é o PMB?

Rose Rozendo: É o Partido da Mulher Brasileira, que surgiu em 2005. E por que fundar um partido da mulher? Em primeiro lugar, nós somos 53% das eleitoras, mas somos menos de 10% nas Câmaras Legislativas de todo o Brasil. Começamos a pensar em como inserir mais mulheres neste espaço de poder que é a Assembleia Legislativa. Começamos a perceber que os partidos não cumpriam as cotas mínimas de 30% de candidatas mulheres. Simplesmente, o que ocorria era que os partidos colocavam uma ou duas mulheres, para cumprir a cota, ou então colocavam “laranjas”, mulheres sem nenhuma legitimidade. Além do mais, muitos dos partidos não contribuem financeiramente com nenhuma destas meninas. As mulheres concorriam ao pleito, mas não tinham nenhuma condição de deslanchar na campanha.

TN: Quais os objetivos do PMB?

RR: O objetivo principal é aumentar o número de mulheres nas Câmaras Legislativas.

TN: O PMB já é um partido de fato? Já pode concorrer nas eleições?

RR: Já é um partido, autorizado pelo Supremo Tribunal Eleitoral (TSE). Mas não é um partido que já tenha condições de entrar no pleito porque nós estamos em um processo de coleta de assinaturas.

TN: Como é este processo?

RR: O TSE é a instituição que autoriza a criação dos partidos no Brasil. Desde que demos entrada no processo para a criação em 2005 e esta etapa terminou em 2009. A partir de 2009, passamos para a fase de coleta de assinaturas. Temos de conseguir 0,5 do total de votantes em cada Estado para constituir os diretórios. Na Bahia, nós precisamos de aproximadamente 33 mil assinaturas de apoiamento. Começamos aqui no mês de março, visitando comunidades, escolas, faculdades, associações. O TSE autoriza a criação do partido, mas quem valida é a sociedade brasileira. Nós precisamos da ficha de apoiamento para que a sociedade brasileira diga que é viável ter um partido deste no país. Após as assinaturas, nós solicitamos aos tribunais regionais eleitorais uma certidão e aí sim o partido estará de fato constituído.

TN: Como está a aceitação dos baianos ao PMB?

RR: A aceitação está muito boa. Nós temos muitas pessoas que nunca pensaram em ser filiados a partido, como eu. Eu milito no movimento de mulheres há 17 anos, sou feminista, faço o feminismo que nós chamamos de feminismo negro. Eu sempre fiz uma linha mais de esquerda, mas nunca me filiei a partido nenhum. Eu sempre disse que o meu único partido era o partido das mulheres. Um determinado dia, eu conversando com uma amiga minha, a gente falou: “Vamos fundar um partido?” Iríamos colocar exatamente o mesmo nome, Partido da Mulher Brasileira. Uma semana depois, essa amiga me mandou um e-mail dizendo que já existia um partido político da mulher brasileira. Fizemos contato com as meninas do Rio de Janeiro e eu resolvi abraçar a luta.

TN: Como a população pode fazer para assinar a ficha de apoiamento necessária à consolidação do PMB?

RR: No nosso site tem a ficha de apoiamento (clique aqui e acesse a ficha). Quem tiver dificuldade, é só mandar um e-mail para mim que eu envio a ficha e também vou buscá-la, depois de preenchida. Ainda não temos sede fixa. Os nossos telefones de contato são (71)9946-5117 ou 3234-5631. E os e-mails são bahia@pmb.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou roserozendo@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . No dia 22 de maio, estaremos recolhendo assinaturas lá no evento Ação Global, que será realizado no Parque de Exposições, em Salvador.

TN: O PMB vai ser mesmo diferente ou vai ser mais um partido para a população brasileira desacreditar?

RR: Nós podemos fazer diferente, a gente pode aumentar a credibilidade do parlamentar, da vida pública e política. A gente sabe que a sociedade já está muito descrente diante de tantos escândalos e corrupções. Se a gente for fazer uma análise, o índice de mulheres nestas corrupções é quase zero. Ou a gente enfia o pé na porta ou ninguém vai abrir a porta pra gente. Quem está no poder não quer sair.

TN: Quando o PMB poderá concorrer nas eleições?


RR: A nossa meta é que agora em 2010 nós já estejamos com o número do partido. E em 2011 começaremos a estudar quem seriam as possíveis candidatas. Eu pretendo realizar junto com o diretório da Bahia dois anos de formação e capacitação. Porque a gente sabe que não basta somente nascer mulher, como não basta só nascer homem, temos que construir mulheres e homens sensíveis às questões sociais, de gênero, de etnia.

TN: Quantas assinaturas de apoio o PMB já conseguiu na Bahia?

RR: Não temos ainda este levantamento. No Rio de Janeiro já tem mais de 50%, em São Paulo também. Como o PMB começou no sul, elas estão bem a frente do Nordeste.

TN: Já que vocês não vão concorrer nas eleições 2010, já decidiram se irão apoiar algum candidato ou partido?

RR: Nós estamos com uma campanha aqui na Bahia, a mesma da Secretaria de Políticas para Mulheres, para lutar por mais mulheres no poder. A proposta é divulgar e disseminar nas comunidades a proposta de votar em mulheres. A gente vai elencar as mulheres que estão na disputa e dar um leque de opções para a população votar. O período eleitoral será um momento de divulgação do partido e abraçar todos os homens e mulheres que querem participar do partido.

TN: E na campanha presidencial, o PMB tem alguma preferência, ou por Dilma Roussef (PT) ou por Marina Silva (PV)?

RR: Por enquanto, não temos um consenso sobre quem iremos apoiar. Fico feliz pois temos como candidatas duas mulheres fortes, com muita personalidade.

TN: As ideias de Dilma e Marina estão de acordo com o pensamento do PMB? Elas poderiam ser candidatas pelo partido?

RR: Sim, mas com a Marina Silva teríamos que acertar algumas coisas antes. (risos)

TN: Os homens podem se filiar ao partido?


RR: Sim. O PMB será composto por 70% de mulheres e 30% de homens. A gente precisa também trazer companheiros sensíveis à causa. Não somos um partido sexista. Lutamos pela igualdade dos gêneros.

TN: Aqui na Bahia, não tem nenhuma mulher concorrendo ao governo do Estado. O PMB local tem preferência por algum candidato?

RR: Como a gente não tem necessariamente obrigatoriedade de fazer nenhuma coligação agora, vamos nos permanecer neutros e a militância está liberada para que faça a sua melhor escolha.

TN: Quais as principais bandeiras de luta das mulheres pelas quais o PMB irá lutar?

RR: Nós precisamos de igualdade no mundo do trabalho, precisamos reduzir o índice de violência conta a mulher. Recentemente, uma adolescente de 14 anos foi assassinada pelo namorado que não aceitou o rompimento do relacionamento. As mulheres estão morrendo cada vez mais cedo. Nós temos de lutar por mais escolaridade. Tem muitas mulheres que dependem economicamente dos homens e se submetem a processos de violência, humilhações. Outra coisa que vamos trabalhar é a identidade étnico- racial, porque se já é difícil para uma mulher, é ainda mais se esta mulher for negra.

TN: Você citou o caso da adolescente assassinada pelo namorado. Onde está o erro no combate a violência contra as mulheres?

RR: Falta tudo. Faltam delegacias especializadas, nós só temos uma Vara para os casos de violência contra a mulher. Falta também a reeducação do agressor. Homem nenhum nasce agressor. Ele se torna agressor. Ele precisa desaprender a ser agressor. Passar por um processo de reeducação. Pelo processo de construção social, o homem acha que a mulher é posse dele, e quer exercer poder de mando.

TN: Os problemas enfrentados pelas mulheres baianas são iguais aos dos outros Estados ou aqui tem algum problema que é específico da gente?

RR: O problema incomum aqui na Bahia é a questão racial. As mulheres negras baianas sofrem mais, é um aspecto enraizado da cultura que precisa mudar.

TN: Em relação ao tema aborto (a legalização ou não), qual é a posição do PMB?


RR: Não temos esta discussão ainda em nível nacional. Particularmente, eu acredito que temos um Estado laico, que não é o mandatário absoluto do poder. Quem tem o direito de decidir é o cidadão, o Estado tem de dar a opção de escolha. Inicialmente, precisamos garantir a seguridade dos abortos legais, nos casos de estupro, riscos de vida a mãe, entre outros. Nestes casos, as mulheres ainda precisam de autorização judicial. O ideal é que, nos casos de estupro, por exemplo, se ela está com o boletim de ocorrência, deveria ser encaminhada pra uma rede de atendimento de saúde. Hoje temos atendimento no Iperba, mas ainda é muito insignificante. A principal causa de morte materna em Salvador atualmente é por abortamento. É uma questão de exclusão social. Se a gente tem um grande incide de mortalidade por abortamento, quem é que está morrendo? A gente está exterminando as mulheres negras. Elas fazem aborto em clinicas fundo de quintal e quando chegam à maternidade alguns profissionais de saúde deixam elas por ultimo na fila, tratam de forma desumanizada. Isto resulta em muitas mortes.

TN: Já no caso das mulheres que têm relativa condição financeira...

RR: A mulher branca, que mora aqui na Barra, que engravidou do colega do colégio, que está no terceiro ano, que vai fazer vestibular para medicina, ela entra em uma clínica, aborta e ninguém vai saber. Os projetos de legalização do aborto e de realização do plebiscito para que a sociedade opine e decida tramitam há anos no Congresso Nacional e nunca são votados.

TN: Não teme que o PMB seja um partido monotemático, não consiga muitos votos e receba as mesmas críticas feitas a Cristóvão Buarque por causa da educação e a Marina Silva, pela defesa do meio ambiente?

RR: O PMB não é mono. Quando a gente fala na luta da mulheres a gente não pode esquecer que ela é uma cidadã, uma mãe. Aí vem varias lutas: se é mãe precisa de creches, igualdade de direitos, e assim por diante. Temos cinco eixos de atuação, envolvendo várias as linhas de políticas públicas.



Fonte:http://www.teiadenoticias.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1594:partido-da-mulher-brasileira&catid=2:entrevista&Itemid=9

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