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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Liberdade vigiada


NOTA PÚBLICA SOBRE A PROIBIÇÃO DA MARCHA DA MACONHA E A NEGAÇÃO DO LIVRE DIREITO DE DISCUTIR A QUESTÃO DAS DROGAS




Recebemos uma decisão judicial, protocolada nos últimos minutos do turno da tarde de ontem, em que o Juiz Ícaro Almeida Matos, da 2ª Vara Privativa de Tóxicos de Salvador, defere o pedido da Delegada de Polícia do DENARC - Deptº. Narcóticos - Maria Paula Souza Mota (Processo n.º 0044288-69.2010. 805.0001) e determina a suspensão da Marcha da Maconha, programada para o dia 13 de junho de 2010 em Salvador.


Como argumento para fundamentar a sua decisão o Juiz escreve:



"No caso em exame, entendo que a discussão sobre a legalidade ou não do consumo da referida droga; até então relacionada como ilícita, deve ser feita em locais apropriados, tais como centros universitários, casas legislativas e em outros ambientes propícios para tanto, e não da forma como está sendo proposta, em via pública aos olhos de crianças, idosos e todos os cidadãos."



Revela-se ai uma postura elitista, digna de bacharéis baianos do século XIX, reservando para os "doutores" o direito de discutir questões políticas de importância geral e retirando do cidadão na rua a oportunidade de refletir sobre uma questão que afeta especialmente os setores menos privilegiados da sociedade. Chama especial atenção a maneira desrespeitosa como ele inclui os idosos ao lado de crianças, supostamente atribuindo-lhes uma incapacidade de julgamento e parecendo não incluí-los na categoria seguinte de "todos os cidadãos".



Assim como fizemos em todos os documentos de divulgação da Marcha, repetimos mais uma vez que a Marcha da Maconha NÃO faz apologia à maconha ou ao seu uso, nem tampouco seus organizadores incentivam o uso desta ou de qualquer outra droga ilícita ou lícita, ou a realização de qualquer outro crime. Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e também respeitamos os limites legais do direito à livre manifestação de idéias e opiniões. Por isso, divulgamos que não seria tolerado durante o evento o uso de qualquer droga ilícita, ou a realização de apologia a qualquer conduta criminosa. Também divulgamos que não seria permitida a presença de pessoas menores de 18 anos.



Como o nosso movimento se propôs, desde o início, a se manter estritamente dentro da legalidade só no resta acatar a decisão do juiz e questionar, em outras instâncias judiciais, o que percebemos como arbitrariedades e negação do nosso direito à livre expressão de idéias.



Assim, solicitamos aos que pretendiam participar da Marcha que adiem esse propósito para um outro momento, que esperamos que seja logo.



Lamentamos o ocorrido e agradecemos a todos que colaboraram de diferentes maneiras para levar a diante a discussão democrática sobre a questão das drogas.


Edward MacRae

Presidente da Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos - ABESUP


Fonte: Listas de discussão do Setorial LGBT da Bahia.

Cachoeira capital da Bahia por um dia

A agenda do Exmo. Sr° Governador Jaques Wagner, para o município de Cachoeira, no próximo 25/06 (sexta-feira), às 6h.



25/06 – Cachoeira

6h – Alvorada

8h – Solenidade de Hasteamento da Bandeira

9h – Catedral Te Deum

11h - Hotel Convento do Carmo

15h – Sessão Solene/ Encerramento (Entrega da Ordem 2 de Julho)

16h – Desfile Cívico



Atenciosamente,



Secretaria de Relações Institucionais

Coordenação de Articulação Social

sexta-feira, 11 de junho de 2010

TRE garante que punirá os "fichas sujas"

TRE garante cumprimento da Lei da Ficha Limpa em MT
Desembargador Rui Ramos diz que órgão não hesitará em punir os "fichas sujas", durante as eleições


Rui Ramos, que acredita na eficácia da Lei da Ficha Limpa em Mato Grosso,
durante as eleições.

ANTONIELLE COSTA
DA REDAÇÃO

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Rui Ramos, disse, nesta quinta-feira (11), acreditar que a Lei da Ficha Limpa terá a eficácia desejada, no que diz respeito à moralização. Segundo ele, a lei será aplicada em sua totalidade em Estado.

Em entrevista, no começo da noite, Ramos explicou que os candidatos que possuem sentença em transitado e julgado e com decisões de pleno já são considerados inelegíveis para a Justiça Eleitoral mato-grossense inelegíveis. Deixou transparecer que, na hipótese de entrarem com o registro de candidatura junto ao TRE, terão seus pleitos negados pelo Corte.

Para o desembargador, a Lei da Ficha Limpa está muito longe do que a sociedade espera, mas é um avanço no processo eleitoral. "A população espera que as pessoas que tenham sido de denúncias e respondem processo já se tornem inelegíveis, como era em 1967. No entanto, não é isso que diz o texto da Lei nº 135/2010, que prevê inegibilidade em casos de decisões democráticas em transitado em julgado e de pleno", observou.

Sobre a constitucionalidade da lei, o presidente do TRE destacou que cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) julgar. Ele explicou que a lei será aplicada pelos tribunais regionais eleitorais e, em caso de questionamentos jurídicos, estes deverão ser feitos nas instâncias superiores.

"Cabe ao TRE analisar os pedidos de registros de candidatura, deferindo ou não. Os candidatos que não concordarem com a decisão deverão recorrer ao TSE ou ao STF. E, certamente, não há nenhuma dúvida de que isso vai ocorrer em muitos casos, com a alegação da presunção da inocência", afirmou.

Pontos polêmicos

Existem três pontos considerados por juristas polêmicos: em primeiro lugar, a vigência da lei, que, segundo o TSE, é valida para as próximas eleições. O advogado Paulo Taques não concorda com tal definição, uma vez que, segundo ele, não atende ao artigo 16 da Constituição Federal, cujo texto diz que as modificações no processo eleitoral têm de ser aprovadas com, pelo menos, um ano antes das eleições.

Na votação do Ficha Limpa, os ministros do STF entenderam que a aplicação nas próximas eleições não traz mudança ao processo eleitoral, por ter sido aprovada antes das convenções. Dessa forma, não seria necessário esperar um ano para começar a aplicá-la.

O segundo ponto questionado pelo advogado é que o texto fere a Constituição Federal, no que tange à presunção de inocência, uma vez que a Constituição diz que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Ele explicou que, com a inegibilidade, o candidato ficará prejudicado com uma condenação que não existe, em contra-senso com Carta Magna.

O terceiro ponto polêmico, segundo Paulo Taques, é a questão da retroatividade, que também fere a Constituição. No entendimento do TSE, a lei será aplicada nos casos em condenações anteriores à sanção pelo presidente da República. Em seu artigo 5º, inciso XL, a Constituição prevê que a lei retroagirá apenas para beneficiar o réu, fato que não aconteceria com a aplicação do Ficha Limpa, segundo o advogado

Forum de rádiojornalismo na Bahia pela UFRB

UFRB realiza o Fórum de Radiojornalismo na Bahia


Acontece hoje (11) e amanhã (12) de junho o I Fórum Estadual de Radiojornalismo (FER). O evento, que será realizado no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em Cachoeira-BA, discutirá a trajetória do rádio e do radiojornalismo, suas características e potencialidades, destacando-se o papel social deste veículo na sociedade brasileira.


O evento é uma realização da UFRB e da Agecom - Assessoria de Comunicação do Governo do Estado da Bahia.


De acordo com a coordenadora geral do evento, professora Rachel Severo Alves Neuberger, o Fórum se torna necessário como oportunidade de reflexão sobre o papel do rádio e do radiojornalismo, uma vez que este veículo possui grande expressividade social e, no momento, passa por avanços tecnológicos que exigem constantes atualizações acadêmicas e profissionais.


O Fórum, que tem como público-alvo profissionais de rádio, professores e estudantes de comunicação, contará com mesa-redonda, palestras e apresentação de trabalhos de radiojornalismo, voltados à produção acadêmica.


Mais informações por e-mail, através do endereço forumderadiojornalismo@gmail.com


As inscrições, também gratuitas, para quem não for apresentar trabalhos poderá ser feita no local do evento, antes da abertura oficial, que acontece às 19h na sexta-feira.


I Fórum de Radiojornalismo da Bahia
Dia 11 de junho - abertura 19h e mesa redonda
Dia 12 de junho - palestras das 9h às 12h e apresentação de trabalhos das 14h às 17h
Local


Link do evento

www.ufrb.edu.br/forumderadiojornalismo,

que será realizado dias 11 e 12 de junho em Cachoeira.


Programação
11/06 - Sexta-feira
18h - Recepção e inscrição de ouvintes
19h - Abertura
19:30 - Mesa redonda
Sheila Pereira (Rádio Sociedade da Bahia)
Marcos Mendes (Câmara Municipal de Governador Valadares- MG)
Edmundo Filho (AGECOM Governo do Estado da Bahia)
12/06 - Sábado
9h - Palestra - Ubiratan Alves (jornalista/ radialista/ professor)
10h - Palestra Prof.Dr. Maurício Tavares (UFBA)
14h - Apresentação de trabalhos

quinta-feira, 10 de junho de 2010

No Brasil dia nacional de combate a homofobia é sancionado por Lula

Direitos dos Homossexuais
Presidente da República institui 17 de maio como Dia Nacional de Combate à Homofobia
Segmento apoiado pela SID/MinC comemora em todo o País

A comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) está comemorando em todo o País a instituição, por meio de decreto presidencial, do dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. O Decreto de 4 de junho de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União (Seção I, página 5) desta segunda-feira, 7 de junho. O decreto foi assinado, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas da realização da 14ª Parada de Orgulho Gay que aconteceu no último domingo (6), em São Paulo, reunindo cerca de 3,2 milhões de pessoas.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, o decreto presidencial é o reconhecimento governamental de que a homofobia existe no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito, a discriminação e o estigma contra a comunidade LGBT. Ele informa que a ABGLT encaminhou ofício ao Presidente da República pedindo a instituição da data no dia 29 de março de 2010.

“Esperamos que o exemplo do Brasil seja seguido pelos 75 países que criminalizam a homossexualidade e pelos sete países em que há pena de morte para os homossexuais”, comentou Reis. Segundo ele, o segmento foi informado da assinatura do Decreto criando a data ainda na sexta-feira durante a realização do 10º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, promovido na capital paulista pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.

Reis parabenizou o governo Lula, sobretudo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo empenho em aprovar o Decreto. “Ele [o decreto] vem para coroar a continuidade do Programa Brasil Sem Homofobia; a realização da 1ª Conferência Nacional LGBT; a criação da Coordenação Nacional LGBT, do Conselho Nacional LGBT e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT”, observa o presidente da ABGLT.

O dia 17 de maio de 1990 foi a data em que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então é celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.

O movimento LGBT conseguiu, no final de maio, mais duas vitórias junto ao Governo Federal na sua luta em defesa dos direitos dos integrantes do segmento. A primeira dá direito aos companheiros homoafetivos dos homossexuais que são servidores do Ministério das Relações Exteriores de terem passaportes oficiais ou diplomáticos. A outra vitória trata da permissão de uso para os servidores, no âmbito da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, do nome social adotados por aqueles que são travestis ou transexuais.

Para o secretário da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, que representou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, na 14ª Parada de Orgulho Gay, o combate à homofobia, que já fazia parte do Programa Brasil sem Homofobia, é fundamental na luta pelo direito à dignidade e o respeito à diferença no Brasil. “A SID criou, em 2004, um Grupo de Trabalho para fomentar as manifestações culturais do segmento LGBT em todo o país”, informa Córdula.

Segundo o secretário, a SID/MinC apoia, desde 2005, a realização das Paradas de Orgulho LGBT e já realizou dois concursos culturais voltados para o segmento, além de dois prêmios culturais (2008 e 2009) que contemplaram 60 projetos culturais desenvolvidos por pessoas da comunidade LGBT.

Fonte:

(Heli Espíndola, Comunicação/SID/MinC)
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